Extraordinário momento de forma de Florgrade nos aspectos individuais e colectivos

Tal como se esperava, a Copa Ibérica 7 assumiu-se um verdadeiro ‘desfile’ da capacidade existente no MiniFootball português e espanhol, tendo em Quiaios estado em confronto durante três dias um total de 17 conjuntos compostos por futebolistas na sua larguíssima maioria amadores, é certo, mas também na sua grande parte bastante habilitados nos aspectos técnicos e tácticos. No final, só há espaço para um vencedor absoluto e esse foi o mesmo das duas edições passadas: a portuguesa Florgrade, de Cortegaça.

Um vencedor absolutamente justo tendo em atenção que registou por vitórias todos os seis encontros que disputou, feito alcançado a partir de um plantel bastante extenso na quantidade e na qualidade assim como várias individualidades que exibiram um extraordinário momento pessoal de forma: coroado como MVP da competição, o esquerdino Ricardo Gomes mostrou desde logo na jornada inaugural, ante os espanhóis da ComerPesca, ao que vinha ao rubricar duas assistências para golo.

Para ‘rematar’ a sua prestação, Ricardo Gomes assinou o segundo e último golo da equipa na Final ante Bonde Sem Freio. Mas na frente ofensiva também se assumiu uma verdadeira força motriz para a Florgrade: Bruno Batista, Chico como é conhecido pelos seus companheiros, surgiu como elemento desbloqueador nas duas partidas finais, tendo rubricado uma exibição sublime na meia-final frente a Balizas Auto-Manaia Car (que nas suas fileiras apresentaram Fernando Serra, o artilheiro mor da competição) ao ter estado envolvido em todos os golos apontados pela equipa.

Num deles, Chico foi capaz de sofrer a falta e desde logo convertê-la: uma bola parada batida à lei da ‘bomba’. Como se tal não bastasse, criou a tabela que permitiu ao colega de equipa Hugo abrir a contagem na decisão do torneio, frente ao Bonde que esteve perto de alcançar o primeiro título ibérico do seu historial. Caso o tivesse conseguido, em grande parte o seria devido a dois homens: na frente, o ‘pé canhão’ de Orlando da Costa foi resolvendo partidas, em especial na fase de grupos perante Navajeda Sports Tavern, perante o qual teve intervenção directa em 5 dos 6 golos marcados, e com um fabuloso disparo de meia distância nos quartos-de-final contra Tropa do Morro.

Final portuguesa e Telmo Peluqueros foi o ‘intruso espanhol’ nas meias-finais

Foi precisamente este adversário que mais se salientou o segundo ‘esteio’ de Bonde Sem Freio, o guarda-redes Paulo Louro, que segurou a grande penalidade que na altura qualificou a equipa para as meias-finais, eliminatória na qual tiveram pela frente a melhor equipa espanhola da competição, Telmo Peluqueros, liderados por Alberto Acuña, melhor jogador da competição em 2017 e novamente a unidade a ter em maior atenção na turma galega. Mas não apenas na Copa Ibérica estiveram jogadores a salientar.

Também na Silver Cup, a recentemente criada ’Liga Europa’ desta competição ibérica, se encontraram vários outros sobre os quais valeu a pena ter atenção – na equipa vencedora, ComerPesca, existiu um defesa goleador com nome de treinador português, Luis Castro, que marcou o golo que permitiu à equipa de Vigo arrecadar o título perante Selección Euskadi F7, compatriota oriundo do País Basco que até apresentou jogadores em maior plano de destaque no decorrer da competição, o atacante Ander Anzola e o canhoto Andoni Lozano.

Também na Silver Cup se encontraram equipas e jogadores merecedores de atenção

Com características que remontavam a Aritz Aduriz, conhecido goleador, também basco, do Athletic Bilbao, Anzola foi a principal referência atacante de Euskadi, tendo sido bem acompanhado por Lozano, que apesar de partir pelos flancos, mormente o esquerdo, foi muitas vezes capaz de ‘cair’ sobre zonas de finalização. Para além destas duas equipas espanholas, espaço também para referência nas equipas que completaram as meias-finais: Associação Angolana de MiniFootball e ARCOV.

Começando pela única equipa não ibérica presente no torneio, Angola, revelou muita qualidade no primeiro dia de competição especialmente a partir do móvel Duane Pereira, que marcou inclusivamente um golo ‘de letra’ ante AD Pastéis, e Fábio Brito, um ‘falso lento’ com muita aptidão no passe, inclusivamente no passe de ruptura e no último passe como o fez no desafio que teve Barcafut como adversário.

Muito próximo de chegar à segunda fase da Copa Ibérica e numa fase posterior de lograr a final na Silver Cup, ARCOV foi, tal como em Finais Nacionais anteriores, liderada pelo mesmo homem – o internacional português Pedro Vieira, fulcral no triunfo inaugural sobre Navajeda e sempre muito disponível para encarrilar ofensivamente a sua equipa rumo a objectivos maiores. Referência final aos restantes conjuntos não mencionados que contribuíram igualmente com muita capacidade e ajudaram a nivelar por cima este torneio ibérico.